6
maio

Remuneração justa entre homens e mulheres é destacada no Congresso da BPW na Argentina

A presidente da organização, Liz Benham, de Nova Iorque, maior autoridade do evento, ressaltou a importância do empoderamento feminino e pediu o engajamento das associadas a campanha “Equal pay day”- que visa a remuneração justa entre homens e mulheres, na  qual a BPW está fazendo parte e estimulando a participação das mulheres de todos os continentes. Segundo ela, a desigualdade salarial ocorrer no mundo inteiro, chegando a 20% nos EUA. “Liderança e Responsabilidade para o Crescimento Pessoal e Transformação Social – a partir da perspectiva feminina” é o tema do congresso e vai de encontro com as discussões globais em torno da mulher.  Liz Beham lembrou que a BPW tem 80 anos, e há 63 participa de comissões da Organização das Nações Unidas, além de ter status consultivo, com representantes permanentes em outros organismos internacionais. Com a força da marca, BPW que é  respeitada em todo o mundo, Liz acredita que a organização contribuirá significativamente para que a campanha “Equal pay day”, logre um grande êxito, sendo que o Fundo do Desenvolvimento da Mulher-Unifem tem dado grande visibilidade para a iniciativa. A BPW Brasil já está articulando com suas associadas, distribuindo material desta campanha para que cada organização em nível local faça suas ações para o dia do pagamento igual.É fato e está divulgado no site do “Equal pay day”, mulheres australianas, trabalham em tempo integral, durante todo o ano e são pagas apenas cerca de 83 centavos para cada dólar ganho pelos homens.  Liz disse que os códigos globais de conduta corporativa tem enfocado ações que fortalece o papel feminino. Vem ocorrendo avanços em nível mundial, sendo que há mais mulheres ocupando cargos  na esfera executiva, o que é um marco na política inclusiva para empoderar a mulher, deixou claro a presidente, apontando que “juntas teremos poder para fazer a diferença”.

Yasmín Darwich, coordenadora Regional de América Latina e  Caribe de Fala Espanhola, ao decretar oficialmente a abertura do congresso falou que a BPW é uma das redes femininas mais poderosa do mundo, presente em cerca de 100 países. É a única que une a dona de casa as profissionais e empresárias, lembrando que 25% de suas associadas podem dedicar-se a afazeres domésticos. Tem, portanto, uma diversidade significativa e potencial diferenciado de lideranças, que exercem papéis estratégicos, no trabalho em rede e no apoio mútuo. Ela salientou parcerias fortes da organização a exemplo do que ocorre no Brasil, entre o Sebrae e a Secretaria de Políticas Especiais para as Mulheres que beneficiam muito as mulheres empreendedoras.

Cláudia Gorban, presidente da BPW Sul da Argentina, organizadora do evento, deixou sua emoção falar mais alto e citou a composição de Merces Sosa, “Gracias a La vida”. Destacou o orgulho de no bicentenário da libertação do seu país, receber grandes expressões mundiais do cenário feminino, mulheres com todo potencial empreendedor, profissional e intelectual cujo principal patrimônio é o compromisso de liderar para a transformação. A reitora da UNLA, Ana Jaramillo fez a primeira conferência do congresso abordando o tema, “Mulheres, Política e desenvolvimento no Bicentenário da América Latina”. Ao fazer uma explanação sobre as conquistas femininas, deixou claro que há muito ainda que avançar, e deixou um alerta numa única frase, “somos maioria com minoria de poder”.

Ocorreram no primeiro dia do Congresso, três painéis de debates, um deles com foco em Responsabilidade Social Empresarial. A vice presidente da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais-BPW Brasil e coordenadora da Comissão de Responsabilidade Social da BPW Cuiabá, Sueli Batista, MBA em Terceiro Setor e Políticas Públicas, foi uma das palestrantes e abordou o tema “Além das obrigações legais”.

Sueli apontou que há cerca de oito anos a organização, no Brasil, vem trabalhando com ações de Responsabilidade Social, em parceria com o primeiro e segundo setores. Traçou um panorama da RSE na América Latina. Destacou a importância do diálogo entre a empresa e seus stakeholders, das certificações oriundas do balanço social e da apresentação de indicadores que seguem o modelo da Organização Internacional do Trabalho-OIT, para a conquista da norma SA 8000. Apontou o quanto o Brasil está avançando neste tema e dando exemplos, através de boas práticas socioambientais, inclusive no tripé da sustentabilidade, que é formado, dando-se atenção para pessoas, meio ambiente e negócios. Apresentou um case da BPW Cuiabá, Vozes & Música na Dança da Vida que segue quatro, dos oito objetivos do milênio.

O evento segue até o dia 8 de maio, com grande programação, com conferências, painéis seguido de debates, apresentação de cases, workshop e atrações culturais. Conta com participantes da de todas as partes da Argentina, Suiça, Austrália, Canadá, EUA, Bolívia, Chile, Equador, México, Panamá e Brasil, que participa do evento com a maior delegação, chefiada pela presidente Arlete Zago, com mais de 40 membros, das cidades de Caçador-SC, Campo Grande-MS, Cuiabá-MT, Curitiba-PR, Florianópolis-SC, Londrina-PR, Porto Alere-RS, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, e Uberaba-MG.

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Sueli Batista enfoca responsabilidade social empresarial
em congresso internacional na Argentina 

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Arlete Zago, presidente da BPW Brasil,Liz Benham, presidente da
BPW Internacional, Sueli Batista, primeira vice-presidente da BPW Brasil,
Beatriz Fett, coordenadora do Comitê de Agricutura da BPW internacional,
Cláudia Corban, presidente da BPW Sul Argentina e Flora D’Antonio,
diretora secretaria da coordena çãoda BPW Regional de América Latina

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Mariza Bazo, presidente da BPW Cuiaba, Sueli Batista e
Arlete Zago, presidente da BPW Brasil

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Arlete Zago e a secretaria da Embaixada do Brasil Na Argentina, Marise Nogueira